"Este Blog destina-se a alertar os "Cristãos", principalmente os recém
convertidos das mentiras, enganos, erros que acontecem e ensinam nas igrejas,
com o intuito de deixálos, debaixo de suas rédeas, de controlar a vida, de
estorquir dinheiro deles... Aqui queremos refutar todas as mentiras, tudo dentro
da Palavra de Deus...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Quem São os Filhos de Abraão?

Os muçulmanos, com aproximadamente 1,3 bilhões de adeptos, são encontrados em centenas de grupos


étnicos diferentes ao redor do mundo e, possivelmente, três quarto das pessoas do mundo muçulmano não


possuem antecedentes árabes. Contudo, o estilo de vida e cultura árabe de Maomé influenciou profundamente


o islamismo.

A herança bíblica árabe é geralmente esquecida ou desconhecida por muitos. Talvez saibamos que Ismael se


tornou um príncipe árabe e o fundador de muitas tribos árabes, porém, nosso conhecimento sobre a herança


bíblica árabe é superficial.

Abraão é o pai de todos os que crêem. De acordo com as promessas de Deus, cada um é bendito ou maldito,


dependendo da sua relação com o pai da fé. Ao longo da história, cristãos, judeus e muçulmanos buscam


ostentar seu vínculo com o pai da fé.

A Bíblia é uma grande fonte de informações a respeito das genealogias árabes. E os árabes são um povo


semita (descendentes de Sem), tanto quanto os judeus (Gn 10.21-32).

Segundo algumas fontes de pesquisa, existem, no mínimo, três tipos de árabes no Oriente Médio: os


jotanianos (da linhagem de Jotão, filho de Gideão), os ismaelitas (da união de Abraão com Hagar) e os


queturaítas (da união de Abraão com Quetura).

Todos querem pertencer à família de Abraão. Mas todos os árabes são descendentes de Ismael? Quem são os


verdadeiros filhos de Abraão? Os árabes que afirmam ser descendentes de Abraão por meio de Ismael também


estão incluídos nas promessas de bênçãos?

Vejamos o que a Bíblia diz.

A família de Abraão

Não podemos subestimar a importância de Abraão para as três grandes religiões monoteístas do mundo. Jesus


era chamado “filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 1.1). O Alcorão menciona Maomé como alguém achegado a


Abraão (Surata 3.68).

Deus chamou Abraão para sair de sua terra, dos seus parentes e dos seus pais, para uma terra que ele não


tinha idéia de onde seria. E o prêmio da obediência, as bênçãos, seria endereçado a ele e a todas as nações da


terra (Gn 12.1-3). A bênção ou a maldição dos povos dependia da posição que Abraão tomasse. A porta da


restauração da humanidade perdida foi aberta com o “sim” dado pelo profeta a Deus.

Foi difícil para Abraão meditar sobre a bênção aos seus descendentes, visto que ele e sua esposa estavam


idosos e, aos do patriarca, a possibilidade de ter um filho tinha se esgotado. Deus disse que seu filho seria o


herdeiro, porém, a paciência de Sara se esgotou primeiro e, “tentando ajudar a Deus”, pediu a Abraão para


tomar a serva egípcia Hagar para que a descendência de Abraão fosse iniciada (Gn 16.2). Abraão, que tinha 86


anos de idade, teve um momento de fraqueza, chegando a ponto de concordar que realmente deveria “fazer


alguma coisa” para que a promessa de Deus se cumprisse.

Obviamente, esse “não” era o caminho que Deus planejara para dar uma descendência numerosa a Abraão.


Imediatamente, começaram os problemas. Sara, a legítima esposa, passou a ser desprezada aos olhos de sua


serva Hagar quando esta constatou a gravidez. Sara, então, culpa Abraão, que se isenta da responsabilidade


deixando a escrava nas mãos de sua esposa que, por sua vez, maltrata tanto a escrava que Hagar decide fugir


para o deserto com o filho.

Com a fuga da escrava, parecia que a história tinha se encerrado, mas Deus não abandonaria Hagar. Ele a


amava e também a seu filho. O amor de Deus socorre Hagar no deserto. Um anjo é enviado para ajudá-la e


convencê-la a voltar para as tendas de Abraão. Deus dá um nome para o filho da escrava: Ismael, que significa


“Deus ouve”. Realmente, Deus ouviu o choro de Hagar!

A escrava obedeceu a Deus e voltou para sua senhora, permitindo que Abraão vivesse ao lado de Ismael.


Enquanto o menino crescia, Abraão se alegrava, crendo que a promessa de Deus se cumpriria por intermédio


daquele menino, porém, a surpresa bateu à porta daquela família. O filho da promessa ainda estava por vir e


não seria filho de uma escrava, mas da própria Sara, ainda que, fisiologicamente, fosse algo impossível. Deus


não tinha se esquecido da promessa. Nasceu Isaque e, agora, Ismael tinha um rival. Apesar de Isaque ser o


filho prometido, isso não diminuía a tremenda bênção sobre Ismael. Ismael deveria ser abençoado, ser


frutífero, multiplicar-se, não apenas de maneira normal, mas “extraordinariamente”. Ele seria pai de doze


príncipes e não se tornaria apenas uma nação, mas “uma grande nação”.

A descendência de Ismael

Assim como houve doze patriarcas em Israel e doze filhos de Naor (Gn 22.20), assim também Ismael,


considerado por muitos o patriarca dos árabes, gerou doze príncipes árabes.

Uma característica marcante na vida de Ismael era que ele seria como um “homem bravo” (ACF), “jumento


selvagem” (NVI) (Gn 16.12). Ismael haveria de ser forte, selvagem e livre, e de trato difícil, desprezando a vida


na cidade e amando sua liberdade a ponto de não ser capaz de viver com ninguém, nem com seus próprios


parentes.

Ismael não desapareceu das páginas da história sagrada e muito menos ficou sem bênção, meramente por não


pertencer à linhagem de Israel. Deus tinha um lugar e um destino reservados para ele. O Messias, da linhagem


de Isaque, também seria o Salvador dos demais descendentes de Abraão e de todas as famílias da terra.


Entretanto, os descendentes de Ismael se tornaram inimigos ferrenhos de Israel, descendentes de Isaque (Sl


83.1-18). E permanecem assim até os dias de hoje.

A Bíblia cita os doze filhos de Ismael e afirma que seus descendentes se estabeleceram na região que vai de


Hávila a Sur (região Leste do Egito e região Norte do deserto de Sinai), na direção de quem vai para Assur


(Assíria, região Norte do Iraque). Abraão habitou por um tempo nessa região. Foi também a habitação dos


amalequitas e de outras tribos nômades (Gn 25.18; 1Sm 15.7; 27.8). Além da Bíblia, os assentamentos, como,


por exemplo, os de Quedar, Tema, Dumá e Nebaiote também são conhecidos, há mais de dois milênios.

Nebaiote, o filho mais velho de Ismael, que, em hebraico, significa “frutificação”, era chefe tribal árabe (1Cr


1.29). Sua descendência continuou a ser conhecida por esse nome (Gn 17.20; 25.16). Uma curiosidade histórica


é o fato de que a terra de Esaú ou Edom finalmente caiu sob o controle da posteridade de Nebaiote. Esse clã


árabe era vizinho do povo de Quedar. Ambos os nomes aparecem nos registros de Assurbanipal, rei da Assíria


(669-626 a.C.). Embora alguns estudiosos rejeitem a idéia, possivelmente eles foram os antepassados dos


nabateus.

Os nabateus eram um povo árabe cujo reino se expandiu, no passado, até Damasco, capital da Síria, um país


árabe. Perto do século 4o a.C., eles estavam firmemente estabelecidos em Petra, que atualmente é um sítio


arqueológico, com ruínas e construções magníficas, localizado na Jordânia, que também é um país árabe.

Quedar, o segundo filho de Ismael, em hebraico significa “poderoso”. Alguns estudiosos dizem que essa


palavra significa “negro” ou “moreno”, uma referência aos efeitos da radiação solar na pele das pessoas que


habitam os desertos quentes do Sul da Arábia, onde vivem os beduínos. O interessante é que, no livro de


Cantares de Salomão (1.5), a esposa diz que “é morena como as tendas de Quedar”. No Antigo Testamento, o


termo Quedar é usado genericamente para indicar as tribos árabes — beduínos (Ct 1.5; Is 21.16,17; 42.11;


60.7; Jr 2.10; Ez 27.21). No Salmo 120.5, Quedar e Meseque se referem, metaforicamente, a certas tribos


bárbaras. Eram negociantes, numerosos em rebanhos e camelos. Alguns deles eram ferozes e temidos


guerreiros. Jeremias predisse o julgamento de Quedar, dando a entender que seria destruído por


Nabucodonosor (Jr 49.28,29). Após serem destruídos parcialmente por Nabucodonosor e Assurbanipal, eles


diminuíram em números e em riquezas e se dissolveram em outras tribos árabes. Os estudiosos muçulmanos,


ao reconstruírem a genealogia de Maomé, fazem-no descendente de Abraão, de Ismael, por meio de Quedar.


Sam Shamoun, apologista cristão, nega que Maomé seja descendente direto de Ismael, baseado em pesquisas


geográficas e étnicas.

Em face de tudo isso, parece claro que a descendência de Ismael apresentou traços culturais, raciais e


lingüísticos com algumas linhagens árabes existentes nos dias de hoje. Além disso, as próprias evidências


históricas fortalecem a idéia de que os árabes são descendentes de Ismael, mas isso não significa afirmar que


a totalidade dos árabes é descendente de Ismael.

Outras descendências

Descendentes de Jotão

Alguns árabes se referem a si mesmos como descendentes de Jotão (os árabes lhe chamam de Kahtan) e uma


das tribos mais famosas que descendiam dele era Sabá, da qual os descendentes fundaram o reino de Sabá, no


Iêmen, incluindo a renomada rainha de Sabá (chamada pelos árabes de Bilquis). A visita dessa rainha a


Jerusalém, durante reinado de Salomão, é um exemplo de como o povo de Deus teve influência das “arábias”,


mesmo nos tempos do Antigo Testamento. Salomão escreveu um dos salmos messiânicos (Sl 72),


parcialmente, tendo Sabá em mente (veja os versículos 10 e 15). Jesus falou positivamente sobre a rainha de


Sabá (Mt 12.42).

Aparentemente, pelo menos algumas das tribos semíticas adoravam o Deus de Sem, mesmo sem conhecê-lo


inteiramente.

Descendentes de Ló

No final do capítulo 19 de Gênesis, observamos o aparecimento de duas linhas genealógicas, os moabitas e os


amonitas.

Os moabitas foram descendentes de Ló e sua filha mais velha (Gn 19.30-37). Eles eram arrogantes e inimigos


de Israel, mas Deus estava, mais uma vez, usando os babilônios como medida disciplinadora. Isaías


(Capítulos15 e 16) e Jeremias (Capítulo 28) predisseram a queda de Moabe e a redução de um povo arrogante


a um povo débil. Os moabitas viveram em sítios vizinhos aos seus irmãos amonitas.

Os amonitas eram descendentes de Amon, filho mais novo de Ló (Gn 19.38) e da sua filha mais jovem. Em


Juízes 3.13, lemos que esse povo se mostrou hostil para com Israel. Uniu-se em ataque combinado a Israel


com outros adversários do povo de Deus. A capital deles era Rabá. Posteriormente, essa cidade tomou o nome


de Filadélfia, em honra a Ptolomeu Filadelfo. Atualmente, chama-se Aman, capital da Jordânia. A língua deles


era semítica. Hoje, todas aquelas regiões são árabes.4 A raça amonita desapareceu misturada com outras


raças semitas.

Embora não seja possível afirmar com precisão, podemos supor, juntamente com muitos estudiosos em


genealogias, que há uma grande possibilidade de alguns árabes de hoje serem descendentes não somente de


Ismael, mas também de Ló.

Descendentes de Esaú

Esaú, da linhagem de Isaque, teve como uma de suas esposas Maalate ou Basemate, irmã de Nebaiote, da


linhagem de Ismael (Gn 28.9; 36.3). As “crianças de Isaque” estavam se misturando com as “crianças de


Ismael”, nascendo assim outra linhagem genealógica. Com isso, nasce Reuel, que gerou Naate, Zerá, Samá e


Mizá (Gn 36.13). Certamente, muitos árabes hoje apresentam suas genealogias oriundas dessa estranha, mas


verdadeira fusão.

Outra descendência de Abraão

Depois que Isaque se casou com Rebeca, Gênesis 25 diz que Abraão desposou outra mulher, Quetura, e com


ela teve outros filhos. Abraão, já em idade avançada, criou outra família! Todos os filhos de Quetura,


eventualmente, tornaram-se chefes das tribos árabes. Uma dessas tribos era Midiã; os midianitas se opuseram


ao Israel do profeta Balaão, porém, nem todos os midianitas eram contra os hebreus. Moisés se casou com


Zípora, a filha de Jetro (Êx 2.16-22), que também era chamado de sacerdote de Mídia. Jetro reconhecia o Deus


verdadeiro e até mesmo deu bons conselhos a Moisés que agradaram a Deus (Êx 18). Os midianistas,


certamente, tiveram alguma revelação de Deus por intermédio de seu pai, Abraão.

Portanto, vemos claramente que os árabes em geral, que reivindicam ter Abraão como pai, certamente


pertencem à mesma família e estão ligados a Israel.

A revista Veja apresentou uma reportagem em que as várias populações judaicas não apenas são parentes


próximas umas das outras, mas também de palestinos, libaneses e sírios. A descoberta significa que todos são


originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há quatro mil anos. Em termos


genéticos, significa parentesco bem próximo, maior que o existente entre os judeus e a maioria das outras


populações. Quatro milênios representam apenas duzentas gerações, tempo muito curto para mudanças


genéticas significativas. O resultado da pesquisa é coerente com a versão bíblica de que os árabes e os judeus


descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão.

Os árabes de hoje e as bênçãos dadas à descendência de Abraão

Por conveniência, definimos os árabes como o povo que fala o árabe, como língua mãe, e que vive na península


arábica e regiões circunvizinhas. Hoje, existem diferentes tipos de etnias dentro da região árabe. Algumas


nações se tornaram árabes, pois foram arabizadas, como o Sudão e a Somália. Outras realmente descendem


das linhagens dos antepassados. Mas, afinal, os ismaelitas (filhos de Ismael) são os árabes de hoje?

Flávio Josefo, historiador judeu, declara que Ismael é pai da nação árabe, conforme crêem os árabes. Segundo


Josefo, não podemos descartar a profecia de Isaías, que diz que os ismaelitas adorarão o Messias.

Raphael Patai, um judeu, declara em seu livro, Semente de Abraão, que o termo “árabe” está contido nas


mesmas inscrições com o termo “Quedar”, filho de Ismael, no século 9 a.C., nas epígrafes assírias. Patai


também encontrou provas que mostram que os árabes foram sinônimos dos “nabateus”, descendentes de


Nebaiote.

Em verdade, o mundo árabe hoje é oriundo de um mosaico de etnias, haja vista as diferentes genealogias


formadas no decorrer da história. Talvez, Mahmud, Hassan ou quaisquer outros árabes, sejam descendentes de


Ismael, por intermédio da descendência de Nebaiote ou Quedar, ou até mesmo por Ló, ou pela nova família de


Abraão com Quetura. Não podemos também descartar a possibilidade de os árabes serem descendentes da


fusão entre as crianças de Isaque com as de Ismael ou até mesmo por intermédio de Jotão. Em todas essas


possibilidades, encontramos a genética do pai Abraão.

A promessa de Deus a Abraão foi clara e específica: “O seu próprio filho será o seu herdeiro” (Gn 15.4). Mas a


grande questão é a seguinte: esta promessa de descendência deve ser entendida em termos raciais ou


espirituais?

O apóstolo Paulo esclarece a questão em sua carta aos gálatas: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a


seu descendente. A Escritura não diz: E a seus descendentes, como falando de muitos, mas como de um só: E


a teu descendente, que é Cristo” (Gl 3.16).

Todas as promessas feitas a Abraão são cumpridas em Jesus. É por meio do maior Filho de Abraão, Jesus, que


a bênção falada em Gênesis alcançará os povos do mundo. A linhagem racial se torna minúscula quando


sabemos que podemos ser herdeiros de Abraão, ainda que não sejamos árabes ou judeus.

Jesus nasceu no tempo determinado por Deus (Gl 4.4), como o “descendente” de Abraão. A relação que temos


com Jesus se torna fator determinante se pertencemos realmente a Deus ou não.

Paulo resume isso definitivamente ao declarar: “Se vocês são de Cristo, são descendentes de Abraão e


herdeiros segundo a promessa” (Gl 3.26,27, 29).

Louvamos a Deus, pois milhares de árabes encontraram Jesus nestes últimos tempos. E na Bíblia, além dos


versículos já mencionados, existem muitos outros que nos dão a esperança de que os árabes, eventualmente,


serão salvos. Isaías 60.6,7 relata sobre um tempo em que a glória do Senhor será manifestada: “A multidão de


camelos te cobrirá, os dromedários de Midiã e Efá [os descendentes de Abraão por intermédio de Quetura];


todos virão de Sabá [descendentes de Jotão]; trarão ouro e incenso e publicarão os louvores do SENHOR. Todas


as ovelhas de Quedar [descendentes de Ismael] se reunirão junto de ti; servir-te-ão os carneiros de Nebaiote;


para o meu agrado subirão ao meu altar, e eu tornarei mais gloriosa a casa da minha glória”.

Finalmente, quando olhamos para o Novo Testamento, lá estavam os árabes no dia de Pentecoste (At 2.11).


Deus, realmente, quer que sua mensagem alcance os árabes, porque Allahu Mahabba — “Deus é amor”.

Temos de acreditar que Deus salvará os árabes, seja qual for a sua descendência. Que os milhões de árabes


possam ser realmente inseridos na descendência espiritual de Abraão, por intermédio de Jesus, e que a igreja


evangélica seja capaz de reconhecer e compreender as promessas dirigidas a esse povo.

O nascimento de Ismael

“Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.

“E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva;


porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.

“Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim


de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.

“E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.

“Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que


concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o SENHOR julgue entre mim e ti.

“E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a


Sarai, e ela fugiu de sua face. E o anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à


fonte no caminho de Sur.

“E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai, minha


senhora. Então lhe disse o anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo de suas mãos.

“Disse-lhe mais o anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, que não será contada, por


numerosa que será.

“Disse-lhe também o anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome


Ismael; porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição.

“E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da


face de todos os seus irmãos.

“E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu


também para aquele que me vê?

“Por isso se chama aquele poço de Beer-Laai-Rói; eis que está entre Cades e Berede.

“E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael.

“E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael” (Gn 16.1-16)

Autor: Jeferson Dias

Nenhum comentário: